Rios de Titã não sofrem erosão


Os rios de metano de Titã, maior satélite de Saturno, são, surpreendentemente, livres de erosão. É a conclusão a que chegaram os pesquisadores do MIT, Massachussetts Institute of Technology, elaborando comparações com os rios terrestres.

Através de imagens da sonda Cassini, da Nasa, Benjamin Black comparou os rios de Titã com as redes das vias navegáveis da Terra. Os rios pesquisados mais se pareciam com os terrestres nos estágios iniciais de sua evolução.

Se a idade de Titã é cerca de 4 bilhões de anos, como todo o sistema solar, se os rios detectados apresentam pouco desgaste, o que tem acontecido à Titã nos últimos bilhões de anos?
Black e Taylor Perron, do MIT, supõem que a erosão em Titã é extremamente lenta em razão de que fenômenos naturais acontecem periodicamente provocando desgaste no relevo dos leitos mais antigos dos rios. É uma boa suposição.
Abaixo da atmosfera 'laranja' de metano e nitrogênio do satélite, apresenta-se um solo com poucas crateras, o que vem a ser um relevo muito semelhante com o da Terra. 
A natureza conturbada de Titã, com erupções de lava gelada e processos tectônicos recalcitrantes, pode preencher os leitos dos rios antes de acontecer um desgaste a um prazo mais longo de sua superfície. Identificar quais fenômenos geológicos que podem estar modificado o seu relevo, é um desafio significativo.

Os rios de Titã são diferentes dos rios do nosso planeta. Aqui temos água em abundância, lá, o metano corre em leitos gelados.

Titã é o único mundo que conhecemos onde vemos canais em atividade, produtos de um ciclo de matéria líquida em movimento contínuo.


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Publicado em 20/07/2012 POR MITNewsOffice.


Fontes, MIT | WiredUK | JornalCiência.
Imagemartistic composition by Nasa.

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