Universo & Ciência

Vida extraterrestre. Prospecção, no Universo, de vida inteligente. Rádio-astronomia. Radiotelescópios.
Aparições de ovnis - objetos voadores não identificados -  no nosso planeta. Imagens. Vídeos. Artigos. Especulações.
Astronomia. Ciência.

terça-feira, 21 de março de 2017.


Marte


Marte é o quarto (2) planeta do sistema solar. Possui duas luas, Fobos e Deimos, que são pequenas e de forma irregular.
Conhecido também como o “Planeta Vermelho” tem o óxido de ferro como elemento predominante na sua superfície o que lhe dá um aspecto avermelhado. O solo, em contato com o oxigênio existente na atmosfera, oxida emprestando ao planeta, essa cor peculiar.     
Marte apresenta um solo rochoso e uma atmosfera rarefeita. Possui características semelhantes à nossa Lua e ao nosso planeta como crateras, vulcões, desertos, vales e calotas polares.


Imagem acima. Fotografia panorâmica da cratera Victoria(3) feita pela Opportunity em 2006.

3)Victoria é uma cratera de impacto em Marte localizada a 2,05°S, 5,50°W no Meridiani Planum, visitada pelo rover  Opportunity. Ela possui por volta de 730 metros de largura, aproximadamente oito vezes o tamanho da cratera Endurance, visitada pela Opportunity nos sóis 95 a 315. Ao longo das bordas da cratera há vários afloramentos dentro de alcovas recuadas e promontórios, nomeados a partir dos cabos e baías que Magalhães descobriu. [Imagem, NASA/JPL/University of Arizona].
(2)Marte é o quarto planeta do sistema solar.
Marte tem aproximadamente metade do diâmetro da Terra. O planeta vermelho é menos denso do que a Terra (15% do seu volume e 11% de sua massa), resultando numa aceleração da gravidade na superfície cerca de 38% da que se observa na Terra. A superfície marciana é apenas ligeiramente menor do que a área total de terra firme do planeta Terra. Apesar de Marte ser maior e mais massivo do que Mercúrio, este tem uma densidade mais elevada, isso determina que os dois planetas têm uma força gravitacional quase idêntica na superfície — a de Marte é um pouco mais intensa, menos de 1%. A aparência vermelho-alaranjada da superfície marciana é causada pelo óxido de ferro, mais comumente conhecido como hematita ou ferrugem. Pode também apresentar uma coloração caramelo, enquanto outras cores comuns de superfície incluem dourado, marrom e esverdeado, dependendo dos minerais presentes.
Animação da rotação de Marte
[Credit, NASA/Goddard Space Flight Center]

Características do planeta:

Características orbitais
Semieixo maior
227.939.100 km
1,523 679 UA
Periélio
206.669.000 km
1,381 497 UA
Afélio
249.209.300 km
1,665 861 UA
Excentricidade
0,093 315
Período orbital
686,971 dias
(1,8808 anos)
Período sinódico
779,96 dias
(2,135 anos)
Velocidade orbital média
24,077 km/s
Inclinação
Com a eclíptica: 1.850 °
Com o equador do Sol: 5.65 °
Número de Satélites
2 (Fobos e Deimos)
Características físicas
Diâmetro equatorial
6792,4 km
Área da superfície
144.798.500 km²
Volume
1,6318×1011 km³
Massa
6,4174×1023 kg
Densidade média
3,933 g/cm³
Gravidade equatorial
3,711 m/s² g
Período de rotação
1,025 957 dias
24 h 37 min 22 s
Velocidade de escape
5,03 km/s
Albedo
0,170
Temperatura
média: -63 ºC
-143 ºC min
35 ºC max
Composição da atmosfera
Pressão atmosférica
0,636 kPa
Dióxido de Carbono
Nitrogênio
Argônio
Oxigênio
Monóxido de carbono
Vapor de Água
Óxido nítrico
Traços de Neônio,
Criptônio,
Formaldeído,
Xenônio,
Ozônio, Metano
95,72%
2,7%
1,6%
0,2%
0,07%
0,03%
0,01%

As duas luas, Fobos e Deimos. 
Valles Marineris.

Marte possui dois pequenos satélites conhecidos, Fobos e Deimos, que podem ser asteróides capturados pela força gravitacional do planeta. Ambas as luas foram descobertas em 1877 pelo astrônomo norte-americano Asaph Hall, e receberam o nome em homenagem às figuras mitológicas Fobos (medo/fobia) e Deimos (terror/pavor) que, na mitologia grega, acompanhavam seu pai Ares, deus da guerra, nas batalhas. Ares era conhecido como Marte pelos romanos.

Os movimentos de Fobos e Deimos em torno de Marte são muito diferentes do movimento que a nossa Lua executa em torno do nosso planeta. Fobos se move rapidamente e nasce a oeste e se põe a leste, e se levanta novamente apenas onze horas depois, enquanto Deimos, estando um pouco fora da órbita sincronizada, nasce a leste, bastante devagar. Apesar de sua órbita de 30 horas, Deimos leva 2,7 dias para se por a oeste devido a sua rotação ser mais lenta que a de Marte, o que também atrasa seu ressurgimento no céu.


Fobos a cores. [Fontes, |NASA / JPL-Caltech / University of Arizona|].
Valles Marineris, Vales de Mariner em latim, nome dado em referência à sonda Mariner 9 de 1971–72, que o descobriu orbitando o planeta, é um sistema geológico situado à leste da região de Tharsis. Medindo mais de 3.000 km de extensão, 600 km de largura e mais de 8 km de profundidade, o sistema de cânions Valles Marineris é o maior cânion conhecido, superando todos os cânions na Terra, acima da superfície do mar. 
Mars, Valles Marineris[NASA].
O complexo Valles Marineris se situa no equador de Marte e se estende por quase um quarto da circunferência do planeta. O sistema de cânions se inicia a oeste em Noctis LabyrinthusA maior parte dos pesquisadores concorda que Valles Marineris é uma grande fenda na superfície marciana tendo se formado por forças e movimentos tectônicos quando a crosta se elevou a oeste, na região de Tharsis e, gradualmente alargado por forças eólicas erosivas. Porém, junto aos flancos orientais do cânion, há indícios de canais que podem ter sido formados por água ou dióxido de carbono.

No decorrer dos anos, surgiram diferentes teorias para a formação de Valles Marineris. A mais aceita nos dias de hoje é a de que cânion marciano se formou por falhas sísmicas, como o Vale do Rift, na África, tendo se alargado posteriormente devido à erosão e o desgaste das paredes do sistema.
Como Valles Marineris é considerada um grande vale sísmico, sua formação é tida como intimamente ligada à formação da cadeia de Tharsis. O primeiro estágio da formação de Tharsis consistiu em uma combinação de uma crosta repleta de vulcões gerando a formação generalizada de grabens nas regiões elevadas da cadeia. Nos dois estágios seguintes houve mais atividade vulcânica e impacto de asteróides.
Crédito, [NASA / JPL-Caltech / Arizona State University - JMARS] [Domínio público]

Mars Orbiter Laser Altimeter (MOLA) mapa topográfico colorida de parte do hemisfério ocidental de Marte, mostrando a região de Valles Marineris e seus canais de escoamento associados. Muitos dos comentários características neste mapa estão anotados no Wikimedia Commons.

O Monte Olimpo, Olympus Mons também conhecido por seu nome em latim, Olympus Mons, apresenta as características de um vulcão e localiza-se na região equatorial do planeta Marte, mais especificamente no planalto de Tharsis. É considerado na atualidade, o maior vulcão do Sistema Solar.

Ergue-se a 27 km acima do nível médio da superfície marciana, sendo três vezes mais alto que o Monte Everest. Sua base estende-se por quase 600 quilômetros de diâmetro. Sua cratera principal tem dimensões de 85 km por 60 km.

Tem um declive suave, o que faz sua base ser vinte vezes maior que a altura.

O Monte Olimpo foi descoberto pela sonda espacial Mariner 9 da NASA em 1971, embora já fosse do conhecimento de astrônomos desde o século XIX.

Não se sabe ainda sua origem. Uma das teorias aceitas é que ele surgiu ainda no início da formação do planeta, quando as atividades tectônicas eram mais intensas. Mas alguns astrônomos acreditam que a sua formação está relacionada à Bacia de Hellas, onde a fusão de rochas deu origem não só ao monte Olimpo, como também aos Tharsis Montes e ao cânion Valles Marineris.
Fontes, |NASA|Wikipédia|.
Europa

Europa [Imagem, | NASA | Wikipédia |].

A superfície gelada de Europa, satélite de Júpiter, pode esconder um oceano onde a água e o dióxido de enxofre se misturam em temperaturas extremamente frias. Rachaduras, saliências e um terreno confuso onde a superfície se encontra sempre interrompida com movimentos de blocos de gelo ao redor.



A partir de observações remotas, os astrônomos sabem que o enxofre está presente no gelo de Europa. 
Experimentos de laboratório, cerca de um ano atrás, demonstraram que o gelo de água e enxofre congelado tem reações mesmo às baixas temperaturas, e na superfície de Europa essas reações ocorrem sem a presença de radiação num solo de gelo espesso, resultados estes que podem mudar o conceito atual sobre as reações químicas desta lua e talvez de outros astros. Em outros dois satélites de Júpiter, Ganímedes e Calisto, a água e o dióxido de enxofre estão também presentes.
[Crédito, NASA/JPL/University of Arizona].


quarta-feira, 16 de novembro de 2011.

Nave Soyuz acopla-se à Estação Espacial Internacional

The International Space Station - ISS, in May 2011. Credit, NASA.


quarta-feira, 2 de novembro de 2011.


Carros Robôs Autônomos Conduzirão o Futuro


Cybergo
Diferente de outros carros mais avançados, o carro Google por exemplo, o Cybergo percorre rotas previamente estabelecidas. O percurso é previamente escolhido pelo usuário e, finalmente, o carro retorna ao ponto de partida.


Carro Robótico da Universidade de Parma
Pesquisadores da Universidade de Parma desenvolvem um projeto de grandes ambições, um carro de direção autônoma para grandes distâncias.
Muitos sensores, 4 scanners laser, programa inteligente e um poderoso computador, irão fazer deste um perfeito carro robô para condução em segurança em longos percursos.




Velocidade máxima é de 64 km/hora - 40 milhas/h -.  




quinta-feira, 28 de outubro de 2011.



Agora, os cientistas usando dados fornecidos por instrumentos do Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer, - MODIS -, nos satélites Terra e Aqua, da NASA, tem reunido uma coleção de incêndios em todo o mundo, de ondas períodicas de fogo varrendo as pradarias da África, o 'continente do fogo', incêndios agrícolas na Ásia e incêndios catastróficos no oeste dos EUA. Atravéz do Terra, lançado em 1999 e do Aqua em 2002, os instrumentos MODIS mapeaou 40 milhões de queimadas em todo o mundo. Estes registros produzidos pelo MODIS, à longo prazo, dizem os cientisttas, são particularmente importantes para compreender como os incêndios respondem às modificações climáticas e alteram as populações humanas.

Veja o vídeo,
 






segunda-feira, 17 de outubro de 2011.

Revista Latino-Americana de Educação em Astronomia.
Revista Latino Americana de Educación en Astronomía.
Latin-American Journal of Astronomy Education.

Com edições periódicas desde 2004, a Revista Latino-Americana de Educação em Astronomia, vem nos apresentando excelentes artigos voltados para a divulgação da Astronomia em seus variados níveis e para públicos de diferente perfis.

Todos os direitos reservados aos editores da revista e autores dos diversos artigos.
Veja o histórico, objetivos e todos os números publicados, na íntegra, clicando no ícone.

domingo, 16 de outubro de 2011.

O Sputnik foi lançado do local, conhecido hoje como Cosmódromo de Baikonur.
O programa, passou a chamar-se de Sputnik I.
O Sputnik era uma esfera de, aproximadamente, 58 cm e pesando cerca de 83 kg.


A função básica do satélite era transmitir um sinal bip, que podia ser sintonizado por qualquer rádio-amador nas frequências de 20,005 e 40,002 MHz. O sinal foi emitido continuamente durante 22 dias até 26 de outubro de 1957, quando as baterias do transmissor esgotaram sua energia.

O satélite orbitou durante seis meses antes de cair.
Sputnik aberto.

                                                                      
[Fontes,
Nasa |
Wikipédia].


     



segunda-feira, 3 de outubro de 2011.

Andrômeda


A Galáxia de Andrômeda é a maior galáxia do chamado Grupo Local, que conta ainda com a Via Láctea, a Galáxia do Triângulo e mais outras trinta galáxias menores. As galáxias mais conhecidas entre essas, são a M32 e a M110.
A Galáxia de Andrômeda é também conhecida como M31, Messier 31 ou NGC 224.
Em 2006, observações do telescópio Spitzer revelou que a M31 contém 1 trilhão de estrelas, pelo menos duas vezes mais que o número de estrelas na nossa própria galáxia.




[imagem M31, by Robert Gendler, credit]
[Fontes, 
WikipédiA |
Robert Gendler - robgendlerastropics.com |
Credit: NASA] 


M31, é notável por ser uma das mais brilhantes Messier, tornando-se visível a olho nu mesmo nas noites escuras e/ou poluídas dos grandes centros urbanos.
A M32 e a M110, parecem estar interagindo com a M31.




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[Fontes,
Astronomia On-line |
Jodrell Bank Centre for Astrophysics, UK].



sexta-feira, 30 de setembro de 2011.


HUBBLE

O Hubble, satélite astronômico artificial, orbita o nosso planeta transportando um grande telescópio para a luz visível e infravermelha. Foi lançado pela  NASA - em 24 de abril de 1990 - a bordo do ônibus espacial  Discovery - missão STS-31. O Hubble já recebeu inúmeras visitas espaciais da NASA para manutenção e substituição de equipamentos obsoletos ou inoperantes.


O Telescópio Espacial Hubble é a primeira missão da NASA pertencente aos Grandes Observatórios Espaciais - Great Observatories Program, consistindo numa família de quarto observatórios orbitais, cada um observando o Universo em um comprimento diferente de onda, como a luz visível, raios gama, raios-X e o infravermelho. Pela primeira está sendo possível ver mais longe do que as estrelas da nossa própria galáxia e estudar estruturas do Universo até então desconhecidas ou pouco observadas. O Hubble deu à civilização humana uma nova visão do universo.
O telescópio Hubble visto do ônibus espacial Columbia.



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[Créditos, NASA WikipédiA].


Sonda Juno

Sonda Juno é lançada para estudar o planeta Júpiter.
A  Sonda Juno, movida a energia solar, planejada para viajar pelo espaço, foi lançada rumo à Júpiter. Com um custo de aproximadamente 500.000.000 € a espaçonave será colocada em uma órbita polar, para estudar em detalhes a composição do planeta, seus campos gravitacionais e magnéticos, e as regiões polares da magnetosfera jupiteriana. Outros objetivos - o estudo do interior do planeta, sua formação, e os ventos que podem chegar a 600 km/h.

Conceito artístico da sonda orbitando Júpiter


Após vários adiamentos, a espaçonave foi lançada de Cabo Canaveral, na Flórida, em 5 de agosto de 2011, sobre um foguete Atlas V, em direção à Jupiter.

[Créditos, 10 MinuteS | WikipédiA].



SPIRIT ROVER


Uma amostra ínfima das cerca de 124.000 imagens enviadas pelo Robô SPIRIT. 




O Spirit ficou preso durante o trajeto realizado em 2009 e perdeu contato com o Centro de Controle da missão em 22 de março de 2010. A imagem abaixo mostra o terreno ao redor do local chamado Troy onde o Spirit atolou num solo fofo durante a primavera de 2009.

O robô atingiu o tempo planejado para a missão, mas continuou em atividade por mais de vinte vezes o tempo inicial previsto, devido ao excelente condicionamento de seus sistemas. Além disso, o robô percorreu cerca de 77 km, ao invés do 1 km que era esperado no início da missão, permitindo uma investigação geológica mais extensa e completa que o previsto. O Spirit continuou a realizar suas tarefas até 22 de março de 2010, quando a comunicação foi interrompida. O JPL tentou restabelecer a comunicação até 24 de maio de 2011, quando a NASA anunciou que os esforços haviam se esgotado para se comunicar com o rover.

A missão 
1 - Em 10 de junho de 2003, o Spirit partiu da Terra a bordo de um foguete Delta II, da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, no estado da Flórida, numa viagem de sete meses rumo a Marte. Foi o primeiro lançamento, dos dois programados, para levar veículos exploradores semi-autônomos ao planeta “vermelho”. Após o lançamento, os controladores de vôo do Laboratório de Jato Propulsão (JPL) da NASA, em Pasadena, no estado da Califórnia, assumiram o controle da missão; 
2 - Em 12 de junho de 2003, com a separação do terceiro estágio do foguete Delta II, a rotação da nave era de 12,03 rotações por minuto Então, retrofoguetes foram acionados e reduziram a sua rotação para 2 rotações por minuto. Desta forma a nave passou a monitorar os céus a procura de estrelas, para balizar a sua trajetória; 
3 - Em 20 de junho de 2003, a velocidade da nave é acelerada para a velocidade de 32,22 km/s em relação ao Sol; 
4 - A 04 de janeiro de 2004, após uma viagem de 487 milhões de quilômetros, o Spirit aterrissou dentro da gigantesca Cratera de Gusev. O veículo pousou dentro de uma área programada pela NASA, em forma de elipse de 62 km de comprimento por 3 km de largura. Ainda no espaço, a nave se divide em duas partes. Uma estrutura em forma de cone inicia a sua decida em direção a Marte. Sua velocidade diminui muito devido ao atrito com a atmosfera. Pouco antes de chegar ao solo, paraquedas são abertos e retrofoguetes são acionados, para diminuir ainda mais a velocidade de queda. Pouco depois, o escudo térmico é liberado, com o aterrissador ainda preso ao paraquedas, iniciando-se o enchimento dos airbags. Inflados o aterrissador se desprendeu do para-quedas e se lançou em direção ao solo. Após a sua imobilização, os airbags são desinflados. A posição da base do módulo de pouso ficou quase paralela ao chão e devido à presença dos airbags em sua frente, a NASA optou em fazer rodar o Spirit em 90º e descer lateralment, assim que o veículo completau os seus testes e se libertou de suas amarras. Os sinais de rádio levaram aproximadamente 10 minutos para chegarem a Terra e enviaram as primeiras fotos das vizinhanças do local de pouso do Spirit. A sonda pousou em um terreno ondulado, repleto de pequenas pedras, com diversos bancos de areias e rochas aflorando no solo arenoso da Cratera de Gusev; 5 - No dia 13 de janeiro de 2004 a NASA, baseada em fotos obtidas da sonda orbital Odyssey - Mars Odyssey orbiter -, decidiu que o Spirit visitaria uma grande cratera situada próximo ao local de pouso e depois se deslocaria em direção a um grupo de colinas, um pouco mais distante. O veículo gera os esperados 900 watts-horas de energia por dia; 
6 - No dia 15 de janeiro de 2004, 11 dias após o pouso, o veículo após um lento processo de verificação, desconexão de sua base, liberação de suas seis rodas e de seu erguimento, finalmente abandonou a sua base de descida em Marte e iniciou a caminhada pelo solo de Marte; 
7 - A primeira rocha que o Spirit analisou foi denominada de Adirondack. Ela era do tamanho de uma bola de futebol. Em 6 de fevereiro de 2004, o Spirit com o auxílio da ferramenta de abrasão (RAT), efetuou o primeiro processo abrasivo em uma rocha de Marte, limando uma área de 45.5 milímetros de diâmetro; 
8 - Do dia 21 de janeiro até o dia 23 de janeiro, houve problemas de comunicação com o veículo Spirit. Imaginou-se que problemas com o hardware pude-se prejudicar o andamento da missão e a situação foi considerada crítica. Posteriormente constatou-se que a memória flash do veículo havia sido corrompida, provavelmente durante a viagem. Desta forma a memória foi toda reformatada e as comunicações com o veículo ficaram normalizadas. Flash é um tipo de memória regravável, usada em muitos equipamentos eletrônicos como câmeras fotográficas digitais, que mantém a informação mesmo depois de desligadas; 
9 - Em 27 de janeiro de 2004, a NASA conforme as fotos coloridas das vizinhanças do local de pouso do Spirit, nomeou três colinas com os nomes dos tripulantes da missão Apollo 1, que morreram em um incêndio, quando estavam dentro da cápsula, em testes de pré-lançamento; 
10 - Em 29 de janeiro, o veículo Spirit retomou lentamente às suas pesquisas, à medida que a equipe do JPL se certificou que os problemas do veículo se constituiam em corrupção dos dados da memória flash. Em 01 de fevereiro, a NASA finalmente deu o sinal verde ao Spirit para continuar suas pesquisas;
11 - Em 11 de março d 2004, o Spirit atingiu a borda de uma grande cratera. Em janeiro de 2009 a NASA celebrou o 5º aniversário da missão, que tinha prazo de duração de apenas três meses. Ao longo deste período foram enviadas pelos robôs cerca de 240.000 imagens do planeta. Em abril de 2009 o Spirit ficou preso numa armadilha de areias moles batizada de Troy – Tróia -. Todos os esforços para resgatá-lo, através do sistema de controlo remoto, fracassaram. A última tentativa, a 26 de dezembro de 2009, acabou por afundá-lo ainda mais nas areias marcianas.
  Pôr do sol em Marte 


[Créditos, NASA/JPL-Caltech/Cornell/ASU].




                                  
Ilustração mostra o planeta Kepler 16b e suas duas estrelas
[Crédito, NASA / JPL-Caltech / R. Hurt].
Na edição de 16/09/2011 de Science, Laurence Doyle, do Instituro SETI, descreveu o primeiro planeta a orbitar duas estrelas. Os chamados circum-binários já previstos antes, somente agora foram confirmados por um telescópio.
Doyle e equipe utilizando o equipamento Kepler da NASA, detectou o planeta.
Situado fora do Sistema Solar, foi chamado de Kepler-16b e localiza-se a cerca de 200 anos-luz da Terra - um ano-luz equivale a 9,5 mil milhões de quilômetros.
O Kepler-16b é frio e gasoso, pelo que os astrônomos excluem a possibilidade de existir nele vida, pelo menos, como a entendemos.
O Kepler-16b tem uma massa de quase um terço da de Júpiter e um raio correspondente a 75 % deste planeta, o maior do Sistema Solar. O exoplaneta possui uma dimensão e uma massa semelhantes a Saturno e orbita os dois sóis em 229 dias, a uma distância média de 104,6 milhões de quilómetros.
Os dois sóis são estrelas menores e mais quentes do que o Sol, o que faz com que a temperatura do Kepler-16b seja à superfície entre 73 e 101 graus negativos.


[Crédito, NASA/Seti].



ARECIBO
Mensagem de Arecibo


Em 1974, o SETI usou o radiotelescópio porto-riquenho Arecibo para enviar para o espaço uma transmissão que ficou conhecida como a Mensagem de Arecibo. Algumas alterações foram efetuadas no transmissor do radiotelescópio, permitindo transmitir sinais com até 20 terawatts de potência. Como teste inaugural, foi decidido pelo SETI, transmitir uma mensagem codificada para o universo. Este sinal foi direcionado para o agrupamento globular estelar M13, a 25.100 anos-luz de distância, e que reune cerca de 300.000 estrelas. O M13 situa-se na Constelação de Hércules. A mensagem foi transmitida exatamente a 16 de Novembro de 1974, e consistia-se em 1679 impulsos de código binário que levaram três minutos para serem transmitidos na frequência de 2.380 MHz.


A mensagem. A cor foi adicionada para separar as partes da mensagem, para melhor entendimento. A transmissão binaria não contem nenhuma informação em cores.

Escolheu-se enviar 1.679 dígitos, pois esse número é um número semiprimo, isto é, o produto de apenas dois números primos. No caso, 1.679 é o produto de 23 e 73. A idéia foi escolher um semiprimo para que um eventual receptor pudesse deduzir que os sinais formam uma matriz bidimensional.

Para entender a mensagem codificada na transmissão, é essencial compreender o código binário, que é atualmente muito mais simples que a nossa base 10, o sistema decimal.


O Dr. Frank Drake, na época na Cornell University, criador da equação de Drake, escreveu a mensagem com a ajuda de Carl Sagan, entre outros. A mensagem consiste de sete partes que codificam:
1 - Os números de 1 a 10;
2 - Os números atômicos dos elementos hidrogênio, carbono, nitrogênio, oxigênio e fósforo,   que compõem o ácido desoxirribonucleico, DNA;
3 - A fórmula para açúcares e bases nos nucleotídeos do DNA;
4 - O número de nucleotídeos do DNA e um gráfico da estrutura em dupla hélice do DNA;
5 - A figura gráfica de um ser humano, com a altura de um homem médio e a população da Terra;
6 - Um gráfico do Sistema Solar;
7 - Um gráfico do radiotelescópio de Arecibo com o diâmetro do prato da antena transmissora.


O sinal enviado foi tão forte que um radiotelescópio como o de Arecibo seria capaz de detectá-lo em qualquer lugar da nossa galáxia.



[Fontes, WikipèdiA | Spider's homepagE].



M13
Hercules Globular Cluster

Foi descoberto por Edmond Halley em 1714.
Sua distância é de 25.100 anos luz e a idade, determinada por  Arp, em 14 bilhões de anos.
Classe, V
Constelação, Hercules
O aglomerado globular M13 foi escolhido, em 1974, como alvo para  mensagens de rádio dirigidas a possíveis extraterrestres inteligentes, e enviadas pelo radiotelescópio do Observatório de Arecibo.

                          
Constelação de Hercules e a localização de M13

O Dr. Frank Drake, então na Cornell University e criador da famosa equação de Drake, escreveu a mensagem, com a ajuda de Carl Sagan, entre outros. A mensagem consiste de sete partes que codificam: - Os números de um (1) a dez (10); - Os números atômicos dos elementos hidrogênio, carbono, nitrogênio, oxigênio e fósforo,que compõem o ácido desoxirribonucléico (DNA); - A fórmula para o açucares e bases nos nucleotídeos do DNA; - O número de nucleotídeos no DNA, e um gráfico da estrutura em dupla hélice do DNA; - Uma figura gráfica de um ser humano, a dimensão (altura física) de um homem médio, e a população humana da Terra; - Um gráfico do Sistema Solar; - Um gráfico do radiotelescópio de Arecibo com o diâmetro do prato da antena transmissora. O sinal enviado foi tão forte que um radiotelescópio como o de Arecibo seria capaz de detectá-lo em qualquer lugar da nossa galáxia.

[Fontes, WikipédiA | NASA the day's photo].


Operação Prato                   
 28 de abril de 2007


A Operação Prato foi a primeiro trabalho realizado pela Força Aérea Brasileira, FAB, cujo objetivo principal era verificar a existência de objetos voadores não identificados, OVNIs, sobre o solo brasileiro. Essa operação foi comandada pelo então capitão Uyrangê Bolivar Soares Nogueira de Hollanda Lima realizada no estado do Pará, entre setembro e dezembro de 1977.

A operação, que foi concentrada na cidade de Colares, que fica próxima a Vigia, no litoral Paraense surgiu, quando várias pessoas, principalmente mulheres, alegaram serem vítimas de "luzes do céu que queimavam" apelidadas pelas pessoas da região como "chupa-chupa". Já não sabendo mais o que fazer, as autoridades da localidade pediram ajuda ao Exército Brasileiro dando início à operação.

Originalmente, o Capitão Uyrangê Hollanda Lima dizia que, apesar de acreditar na possibilidade de vida extraterrestre, não acreditava ser esse o caso dos registros visuais em Colares. Porém mudou radicalmente a sua opinião durante o tempo em que esteve na ilha, ao afirmar ter visto e, inclusive filmado e fotografado, OVNIs sobrevoando a cidade, próximo aos locais onde o pessoal de sua equipe estava instalado. Ainda segundo ele, um OVNI teria, em determinado momento, feito uma manobra brusca, que em qualquer avião resultaria em acidente, mas neste caso, nada ocorreu e o objeto manteve o voo normalmente.

Quando a equipe da FAB chegou a Colares, o centro médico da cidade estava assoberbado de trabalho com as vítimas do "chupa-chupa", como o fenômeno ficou conhecido. A população, predominantemente, muito religiosa, não parou de buscar explicações na fé cristã para o fenômeno, como por exemplo, alguns atribuíam às luzes ao "diabo, que estaria na Terra para atacar os cristãos". Enquanto esteve na cidade, a equipe de Hollanda Lima conseguiu restabelecer a ordem e evitar um pânico maior. Muitos grupos de cidadãos da cidade também se organizaram para fazer vigílias e com o uso de fogos de artifício, tentar espantar as misteriosas luzes.

Num determinado momento, o então capitão Hollanda Lima afirmou ter chegado próximo de fazer contato com os OVNIs, porém isso não se realizou.

Inexplicavelmente, o comando da Aeronáutica, após três meses, cancelou a operação e chamou a equipe de volta. Porém, o capitão que morava na região dos Lagos do Rio de Janeiro, disse que continuaria a investigação por conta própria. As luzes continuaram a ser vistas em Colares por algum tempo, não com a mesma intensidade e, os casos de ferimentos cessaram.

O público teve conhecimento da operação em meados dos anos 90, quando Hollanda Lima, dizendo temer por sua vida e pela perda das informações caso algo lhe viesse a acontecer, procurou uma equipe de ufólogos para registrar seu depoimento sobre tudo o que presenciou. Três meses após a matéria sair na imprensa, Hollanda é encontrado morto por uma enteada sua. Ufólogos que ficaram amigos do militar afirmam não acreditar que ele tenha realmente se suicidado, lançando suspeitas sobre uma conspiração de assassinato.

                                
                                     Misteriosas luzes sob os céus do Pará, preocupação oficial.

Todo o material registrado pela equipe de Hollanda, durante a Operação Prato, ficou sob a posse da FAB, que ainda não liberou estes arquivos ao público, apesar de uma forte campanha dos ufólogos junto ao presidente Lula da Silva.
[SNI investigou OVNIs durante os governos militares].

[Fonte, WikipèdiA].


 Observatório Arecibo


Coordenadas:
18° 20' N, 66° 45' W

Informações gerais:
Tipo de telescópio - refletor esférico

Informações do telescópio:
Comprimento de onda - rádio (3 cm - 1 m)
Diâmetro - 305 m
Área de alcance - ~73 000 m²
Distância focal - 132,5 m


O Radiotelescópio de Arecibo é o maior radiotelescópio fixo existente e localiza-se a 16 km ao sul de Arecibo, Porto Rico. Sua enorme antena parabólica tem 305 metros de diâmetro e foi construída em 1963, na cratera de um vulcão extinto, para estudar a ionosfera terrestre. Ele é administrado por SRI International e um consórcio de universidades parceiras e é atualmente a principal ferramenta na busca de vida extraterrestre, através do projeto SETI@home.



Para esses estudos, através de um radar poderoso a resposta da ionosfera é monitorada. Uma grande antena é necessária porque somente uma pequena fração da energia do radar é espalhada de volta e retorna à antena para ser medida.
Atualmente, somente um terço do tempo do telescópio é utilizado para estudos ionosféricos; outro terço é dedicado às galáxias e o terço restante está reservado para a astronomia dos pulsares.
O radiotelescópio de Arecibo é claramente o preferido quando se trata de observar novos pulsares, pois seu tamanho gigantesco torna as buscas mais sensíveis e permite que os astrônomos descubram pulsares ainda não detectados, com intensidade muito tênue para serem avistados com telescópios menores.



O tamanho do telescópio, entretanto, apresenta algumas desvantagens. Por exemplo, a antena é muito grande para ser orientada em diversas posições e deve permanecer fixa sobre o solo.
Como resultado, podemos visualizar somente a área do céu localizada diretamente sobre ele, sempre ao longo do caminho da rotação terrestre. Esse fato faz com que Arecibo acesse uma porcentagem relativamente pequena do céu. A maior parte dos outros telescópios pode observar de 75% a 90% da calota celeste.


    junho1960, foto histórica, início da construção                                                                           
             Uma breve história sobre Arecibo 

Arecibo é conhecido como La Villa Del Capitán Correa , em memória a uma batalha travada com sucesso em suas costas pelo capitão Antonio de los Reyes Correa e alguns soldados do exército espanhol, para repelir uma invasão britânica pelo mar em 05 de agosto de 1702 . Arecibo foi fundado em 1.616, quando o Rei de Espanha concedeu essa terra para Conchillos Lope, sob o governo do Capitão Felipe de Beaumont y Navarra. O líder dos índios era chamado Jamaica Aracibo e a cidade acabou sendo chamada por esse nome.



     agosto 1963



[Fontes,Welcome to Puerto RicO | seti@home | Wikipédia].     
[crédito nas fotos e matéria do Observatório Arecibo,

Comentários

  1. EXCELENTE!!!
    Teu trabalho ....PARABÉNS

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  2. Clau... Vida! Obrigado!
    És a minha incentivadora, minha musa!
    bjos!

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